Arábica Coffee Festival reúne grandes nomes da cafeicultura em três dias de conhecimento, negócios e experiências em Minas Gerais

 


A primeira edição do evento acontece de 1º a 3 de outubro, em Reduto (MG), com palestras, cursos, competições, inovação, gastronomia e debates sobre os caminhos do café brasileiro, com entrada gratuita



De 1º a 3 de outubro, Reduto (MG) recebe a primeira edição do Arábica Coffee Festival 2026, encontro que pretende reunir diferentes elos da cadeia produtiva em torno de conhecimento, inovação, negócios e valorização da cafeicultura brasileira. O evento será realizado no Campus Fadileste, a cerca de quatro quilômetros do centro de Manhuaçu, nas Matas de Minas.


Com o conceito “Onde nasce o futuro do café brasileiro”, o festival nasce em uma importante região produtora com a proposta de aproximar produtores, pesquisadores, empresas, instituições, profissionais do setor e consumidores. Durante os três dias, o público terá acesso gratuito a palestras, cursos, workshops, competições, experiências gastronômicas e espaços voltados à geração de negócios.




Fruto do café


Um dos principais eixos será a Arena do Conhecimento do Café, que receberá pesquisadores e especialistas para discutir temas diretamente ligados aos desafios atuais e ao futuro da atividade. Entre os assuntos previstos estão tecnologia para produção de cafés superiores, inteligência artificial aplicada ao campo, novas cultivares, biotecnologia, fermentação, manejo, genética, mudanças climáticas, qualidade e mercado.


Nomes de referência


Entre os profissionais confirmados na programação: Aldemar Polonini, com uma palestra sobre tecnologia para produção de cafés superiores. Davi Quintão aborda o uso da inteligência artificial no campo e como transformar dados em decisões mais inteligentes no agronegócio. Já Vinicius Teixeira Andrade e Guilherme Barbosa Abreu apresentam uma discussão sobre as cultivares de café arábica, olhando para o passado, presente e futuro.


A programação também recebe o professor Dr. José Donizeti Alves, que falará sobre a fisiologia do cafeeiro como ferramenta para enfrentar os desafios climáticos, e o professor Dr. Anderson Ferreira da Cunha, da UFSCar, com o tema Biotecnologia do Café: da Seleção de Microrganismos à Fermentação de Alta Qualidade.


Os canéforas também terão espaço de destaque. O pesquisador Enrique Alves, da Embrapa, discutirá genética e desenvolvimento dos canéforas no Brasil, enquanto Juan Travain traz uma abordagem prática sobre produção e realidade de campo na realidade das Matas de Rondônia. 


Dr. Michel Baqueta apresenta uma palestra sobre a química e o aroma dos Robustas Amazônicos, e o produtor Lucas Venturim aborda os caminhos para produzir canéforas de alto valor no Espírito Santo.


A programação inclui ainda Renata Silva, falando sobre identidade, origem e valor dos Robustas Amazônicos; Lucas Louzada, com uma discussão sobre canéforas de especialidade; Inorbert de Melo Lima, tratando do manejo de fitonematoides; e Jonatan Garcia, que apresenta alternativas inteligentes de planejamento financeiro no agro além do crédito tradicional.


O festival também abrirá espaço para uma discussão sobre o protagonismo das mulheres na cafeicultura brasileira, reunindo produtoras e profissionais do setor para compartilhar experiências, desafios e transformações vividas no campo, em encontro promovido no sábado, dia 3 de outubro.


Conhecimento que também vira prática

Além das palestras, o Arábica Coffee Festival contará com uma extensa programação de cursos e workshops profissionalizantes realizados pelo Sebrae, Sistema Faemg Senar e empresas do setor, voltados principalmente para produtores e profissionais que desejam aplicar novos conhecimentos diretamente na propriedade ou nos negócios.


Entre os temas programados estão cafeteria rural e turismo de experiência, torra artesanal, transformação da propriedade em empresa rural, custos reais da lavoura, classificação e análise sensorial, introdução à degustação, uso de drones na agricultura, crédito de carbono, cafés especiais e mercado, pós-colheita e manejo nutricional do cafeeiro.




Café torrado


Também estão previstas atividades promovidas por instituições do setor, como workshops sobre categorias de cafés solúveis, novos protocolos de avaliação, torra e o novo protocolo CVA/SCA, além de conteúdos sobre Café com Identidade, Indicação Geográfica Matas de Minas, uso do ChatGPT e turismo na propriedade cafeeira.


A proposta é fazer com que o conhecimento ultrapasse o palco e possa ser incorporado ao dia a dia de quem produz, transforma e comercializa café. Um espaço de conteúdo direto, aplicável e conectado à realidade do campo e do mercado.


“Ao realizar um evento desse porte dentro de uma região produtora, o Arábica Coffee Festival cria uma oportunidade para que conhecimento, tecnologia e mercado cheguem mais perto da origem. Ao mesmo tempo, coloca produtores e territórios no centro das discussões sobre os próximos passos da cafeicultura”, avalia a especialista em café, Mariana Proença, uma das curadoras técnicas do evento.


É justamente essa aproximação entre quem produz, quem pesquisa, quem transforma, quem comercializa e quem consome que pretende marcar a primeira edição do encontro: transformar uma região reconhecida pelo café em um ponto de conexão para discutir também o futuro do setor.

A inscrição gratuita para o evento é feita diretamente pelo site oficial www.arabicacoffeefestival.com.br



Grandes competições do café brasileiro


O Arábica Coffee Festival também será palco de importantes competições nacionais. Entre elas está uma edição oficial do Campeonato Brasileiro de Cup Tasters, com vaga para o Campeonato Mundial de Provadores de Café, reunindo profissionais em uma competição que testa precisão e percepção sensorial. A competição é realizada pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA).




Campeonato de Cup Tasters, desafia os provadores de café


O evento recebe ainda o Campeonato Brasileiro de Blends de Café, promovido pela Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), além do Campeonato de Torra do Ano 2026, organizado pela Atilla Torradores, que reunirá profissionais do universo dos cafés especiais.


Negócios e inovação dentro da região produtora


Para aproximar produtores de empresas e novas soluções, o festival terá ainda uma Arena de Negócios, com estandes que reunirão segmentos como tecnologia, equipamentos agrícolas, energia, veículos, construção civil, armazenamento, bancos, imóveis e serviços especializados.


A inovação ganha outro espaço com o Shark Coffee, iniciativa criada para revelar ideias, projetos e soluções com potencial de transformar a cafeicultura em parceria com a Embrapii. Poderão participar produtores, estudantes, pesquisadores, startups, empreendedores, instituições e profissionais do setor com propostas ligadas, entre outros temas, a tecnologia, inteligência artificial, mecanização, sustentabilidade, pós-colheita, processamento, logística, comercialização, energia e automação.


O mercado global também ganha espaço no evento com o projeto The Bridge Coffee Brasil x Dubai, que conta com a participação da especialista internacional Cleia Junqueira. A iniciativa tem como objetivo conectar algumas das origens mais especiais do café brasileiro aos mercados mais importantes do mundo, aproximando produtores, compradores e empresas para criar oportunidades de negócios e fortalecer relações baseadas em qualidade, confiança e propósito. 


Do campo à experiência do consumidor


A programação também ultrapassa o universo técnico. A Vila Gastronômica – Sabores do Caparaó levará gastronomia, música e cultura regional ao festival, reunindo chefs convidados, produtores, agroindústrias familiares e ingredientes locais em experiências que valorizam a identidade do território, ao lado do Instituto Panela de Barro.


Sobre o Arábica Coffee Festival 


O Arábica Coffee Festival é um dos maiores eventos da história da cafeicultura nacional, concebido para conectar e fortalecer todos os elos da cadeia produtiva. Realizado pela AEX e organizado pela SMEA, o festival conta com a curadoria técnica da especialista em café Mariana Proença e a coordenação de conteúdos de Tatiane Paulino. O encontro ganha ainda mais força pelo apoio de importantes instituições, associações e entidades de pesquisa, como CONFEA, CREA, Incaper, Sistema FAEMG SENAR, Sebrae, Embrapa, ABIC, ABICS, BSCA e EMBRAPII.

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