Inédito, solo Sobrevivência faz curta temporada no Centro da Terra, em junho

 

                                                  Luma Preto em cena Pipe Oliveira



Obra oscila entre vulnerabilidade e potência para revelar que,

mesmo em ruínas, há esperança, resiliência e reinvenção.

Nos dias 11, 12 e 18 de junho, às 20h, o Centro da Terra apresenta o solo inédito de dança contemporânea Sobrevivência, interpretado por Luma Preto, bailarina, professora e pesquisadora da dança. Refletindo sobre enfrentamentos e lutas diárias diante de situações que despertam angústias, agonias e medos, evoca a necessidade de fortaleza, resistência, resiliência e constantes readaptações do ser.

O solo, desenvolvido de forma independente, parte da busca por reconhecer-se como um corpo “in natura”, desconstruído e por vezes, irreconhecível. A obra evidencia a percepção da solidão de si e propõe um mergulho profundo em obscuridades internas, confrontando lutos, batalhas íntimas e tensões entre o corpo e o ambiente ao seu redor, sugerindo possíveis caminhos para a sobrevida.

Criado por Diogo Granato e Luma Preto, a obra traz como inspirações o livro Na Natureza Selvagem de Jon Krakauer, as séries Alone e Planeta dos Abutres, além do contexto vivido por Luma, que atravessava o processo de luto pela morte do pai durante a criação. Todas essas referências despertam a pergunta central do trabalho: “O que é preciso matar para sobreviver?”


Sobrevivência sugere uma relação profunda entre ser humano e ambiente, retomando a tensão entre corpo e natureza e evidenciando como cada corpo se adapta e se transforma frente às condições em que é submetido. Nenhum corpo passa ileso: todos são atravessados e modificados pelo encontro com seu “eu selvagem”, pela urgência da sobrevivência e pelo isolamento.

A parceria entre Luma Preto e Diogo Granato teve início em março de 2023, após a participação de Luma na obra PARADISAEIDAE, dirigida por Diogo. Reconhecido pela pesquisa em Improvisação Cênica e Dança Acrobática, Diogo é uma referência na cena paulista, tendo dirigido importantes trabalhos com o grupo Silenciosas e sido premiado, entre outros reconhecimentos, como melhor intérprete pela APCA em 2006. Diogo foi intérprete-criador da premiada Cia. Nova Dança 4 desde 1996 até 2020, é diretor e intérprete dos grupos de Improviso Cênico Silenciosas (desde 2004) e Mais Companhia (desde 2015) e Paradisaeidae (desde 2023).

Luma Preto é Bacharel em Licenciatura em Dança pela Anhembi Morumbi. Bailarina formada em Balé Clássico, tem passagens pela Escuela Nacional de Ballet de Cuba (Havana, 2011, bolsa de estudos) e no Centro del Conocimiento (Posadas, Argentina 2013), atuando como bailarina clássica. Cofundadora do Núcleo Tripé (2019 - 2021) ao lado de Dom Gabriel e Gabriela Rios, atuou como intérprete-criadora das obras 93 Passos, e do vídeo- dança Cachoeira de Pedras, contemplado pelo prêmio Funarte Respirarte em 2021. Criadora e intérprete, realizou seu primeiro solo, o sensível e instigante Deusas, com o Boia Núcleo de Dança, em 2024, dirigido por Ilana Elkis. Integra o Centro de Estudos do Balé com Zélia Monteiro desde 2016, atua como bailarina e criadora do grupo Paradisaeidae e como professora de balé e dança com crianças, jovens, adultos, idosos - com e sem deficiência - em diferentes projetos sociais e instituições, desde 2018.

lumapreto

Serviço

Solo Sobrevivência

Dias: 11, 12 e 18 de junho, às quintas e sexta-feira

Horário: 20h

Local: Teatro Centro da Terra

Endereço: Rua Piracuama, 19, Perdizes

Ficha Técnica

Luma Preto - criação, interpretação e produção

Diogo Granato - criação, direção e iluminação

Pipe Oliveira - fotos

Gustav Courbet - produção executiva

Aghata - trilha sonora

Francine Marson – figurino

Link para ingressos Sympla

11/06 - Link

12/06 - Link

18/06 - Link

É obrigatória a apresentação de comprovante

CENTRO DA TERRA - O Centro da Terra é um espaço cultural independente sem fins lucrativos. A programação é dirigida a todos os públicos e tem como foco produções, apresentações e ações de formação em Música, Cinema, Artes Cênicas e Visuais que priorizem a linguagem contemporânea, e que dialoguem com a pesquisa da Kompanhia do Centro da Terra.

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