Djonga apresenta turnê de sucesso com convidados na Vibra
Foto: Anderson S Carvalho
Indicado ao Grammy Latino em duas categorias, rapper mineiro chega na Vibra com Quanto Mais Eu Como, Mais Fome Eu Sinto! após passar por 30 cidades em 2025 com um espetáculo que une música, performance e manifesto coletivo
Djonga se apresenta na Vibra nesta sexta, 5, com a aguardada turnê Quanto Mais Eu Como, Mais Fome Eu Sinto!, levando ao palco toda a força, intensidade e potência lírica que o consagraram como um dos principais nomes do rap nacional. Para a noite ficar ainda melhor, o artista recebe convidados incríveis: Dexter, Clara Lima e Febem, que se juntam à noite em participações especiais. Os ingressos estão disponíveis na plataforma Uhuu.com e nos pontos de venda autorizados.
Lançado em 2025, Quanto Mais Eu Como, Mais Fome Eu Sinto consolidou-se como um dos trabalhos mais marcantes da carreira de Djonga. Com participações de Milton Nascimento, Samuel Rosa, RT Mallone e Dora Morelenbaum, o disco alcançou a 6ª posição entre os álbuns mais ouvidos do mundo no Spotify em sua semana de estreia e atualmente acumula cerca de 85 milhões de streams na plataforma.
Depois de passar por 30 cidades ao longo de 2025, incluindo apresentações em Sydney e Gold Coast, na Austrália, a turnê “Quanto Mais Eu Como, Mais Fome Eu Sinto” chega a 2026 ainda mais consolidada como uma das experiências ao vivo mais potentes da música brasileira recente. No palco, Djonga expande a força do álbum em uma obra que atravessa música, imagem, performance e discurso.
A musicalidade mineira é a espinha dorsal do espetáculo. Um coral acompanha Djonga em momentos-chave do show, costurando canto, sentimento e memória. Os metais, sopros que surgem como gritos e respiros, carregam a força dessa linguagem. Tudo se soma em uma experiência que amplia o universo do disco indicado ao Grammy Latino em duas categorias: “Melhor Álbum de Rock ou Música Alternativa em Língua Portuguesa” e “Melhor Interpretação Urbana em Língua Portuguesa”, com a faixa “Demoro a Dormir”, em parceria com Milton Nascimento.
Em “Real Demais”, Djonga chama para o centro do palco a potência de Iara Fernandes/Amerikana, mulher trans negra, referência da cena Vogue e Ballroom de BH. Ela atravessa a música com seu corpo e sua presença, trazendo uma leitura que une dança, resistência e história. Uma história que fala de negritude, mas que também é pessoal: é o corre de alguém que, mesmo sendo gigante, ainda precisa abrir caminho todos os dias
Em “Livre”, esse gesto coletivo ganha ainda mais dimensão. A cada cidade da turnê, Djonga convida ao palco representantes do movimento negro local, além de nomes das artes, da cultura, do cinema e da literatura, figuras cuja trajetória carrega impacto real em seus territórios. O que se vê, então, é o palco deixar de ser apenas espaço de apresentação para se transformar em manifesto: uma grande imagem da potência preta em movimento, reunindo diferentes vozes, corpos e histórias sob a mesma luz.
Cada música carrega uma intenção cênica, um gesto, uma imagem que fala além da letra. Por isso, o palco se transforma: não é apenas musical, é teatral. É como se Djonga encenasse seu próprio discurso ao lado de quem compartilha dele.
As transições entre músicas, os silêncios, os vídeos e os corpos em cena são pensados como dramaturgia. O show ganha contornos de peça, com atos, clímax e desfechos. Dentro desse teatro expandido, a crítica se intensifica e se projeta nas imagens, nas sombras, nas sobreposições e nas composições entre os telões e o movimento dos corpos.

Foto: Coniin
Para além de apresentar as músicas de Quanto Mais Eu Como, Mais Fome Eu Sinto, Djonga transforma o show em uma experiência de presença, memória e afirmação. Ao reunir som, performance e imagens que expandem o sentido do disco, a turnê se firma como um retrato contundente de seu tempo e da força criativa que nasce da vivência preta, periférica e brasileira. Em 2026, o espetáculo segue seu caminho como um manifesto vivo: um espaço onde arte, discurso e coletividade se encontram para lembrar que a fome que move Djonga é também fome de futuro.
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