No Terreiro: álbum resgata repertório e sonoridade do samba de terreiro das escolas de samba do Rio de Janeiro
Faixas organizadas em “pout-pourris” homenageiam Portela, Mangueira, Salgueiro, Império Serrano e o velho Estácio de Sá
No Terreiro é um álbum de cinco músicas de faixas em “pout-pourris” totalizando 16 canções, o trabalho valoriza a ambiência musical original dos terreiros (atuais quadras) de cinco grandes escolas de samba do Rio de Janeiro. Gravado em São Paulo, já está disponível em todas as plataformas digitais.
A empresa Rampa Music está à frente da produção e da distribuição do material. As escolas homenageadas são: Portela, Mangueira, Salgueiro, Império Serrano e Estácio de Sá (escola pioneira e já extinta). Cada faixa traz sambas de compositores ligados a essas agremiações.
No Terreiro é fruto de um longo processo que envolveu pesquisa discográfica, levantamento de repertório, elaboração de arranjos e formação de um grupo de músicos heterogêneo, composto por integrantes de diferentes agrupamentos e coletivos de samba paulistano como o Terra Brasileira, Samba na Feira, Consulado da Portela, Samba de Terreiro de Mauá, entre outros. Todos estão ligados por uma diretriz comum: a defesa e a preservação do repertório de terreiro.
A capa do disco foi concebida por Uberê Guelé, artista plástico, ator e escritor. Na pintura estão representados alguns baluartes das escolas de samba homenageadas: Mestre Monarco, da Portela (falecido no final de 2021), Geraldo Babão, do Salgueiro, Bide, do Estácio de Sá, Silas de Oliveira, do Império Serrano, e Carlos Cachaça, da Mangueira. A obra ainda faz uma citação artística de Heitor dos Prazeres por intermédio dos bonequinhos que circundam os rostos, muito presentes nas pinturas do histórico sambista (todos, in memoriam).
Os arranjos, escritos por Bernardo Castro e Luiz Henrique Andrade, foram cuidadosamente pensados com o objetivo de recuperar a estética sonora do samba cantado nos antigos terreiros das escolas de samba cariocas. São marcas das faixas o trio de tamborins, o repique de anel e o prato tocado com uma faca.
“Definitivamente, o que mais chama a atenção no disco é o fato de que não há trechos solados por cantores, todos os dezesseis sambas são cantados em coro, o que representa, no fundo, uma valorização do aspecto de coletividade que permeia a ambiência dos terreiros”, afirma o arranjador Bernardo Castro.
As cinco faixas foram gravadas ao vivo, para que a sonoridade captada se aproximasse ao máximo da sonoridade espontânea, descontraída e informal do samba cantado nas rodas. O processo de mixagem também teve como diretriz central essa ideia de respeito à sonoridade orgânica captada, o que gerou resultados originais.
Em 2023, serão realizados shows e eventos de lançamento de “No Terreiro”. As datas e locais serão divulgados em breve.
Ouça e baixe:
https://onerpm.link/noterreiro
Spotify: noterreiro
FICHA TÉCNICA
Idealização: Augusto Melcher e Bernardo Castro
Arranjos: Bernardo Castro e Luiz Henrique Andrade
Direção Musical: Bernardo Castro e Luiz Henrique Andrade
Produção: João Pedro Fabra e Luiz Henrique Andrade
Mixagem e Masterização: Ariel Borges
Violão 7 Cordas: Kevin Augusto
Cavaco: Bernardo Castro
Surdo: Parreira de Jesus
Cuíca: Daniel da Cuíca
Reco: Kelly Cris
Agogô: Aline Albanês
Prato e Faca: Lucimara da Silva
Trombone: Conrado Bruno
Repique de Anel: Madruga
Pandeiro de Couro: Edson Costa e Carlos Velha
Tamborins: Foka, Ley e Marcelo Glick
Coros: Bernardo Castro, Foka, Parreira de Jesus, Kelly Cris, Lucimara da Silva, Aline Albanês, Madruga, Edson Costa, Carlos Velha, Daniel da Cuíca, Ley e Marcelo Glick
Gravado no Estúdio Eiffel, em Santo André.
Mais informações:
Instagram: noterreiro

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